Partindo dos paradigmas mais aceitos atualmente:

Matéria e a anti-matéria existem por si. O universo, que é formado de tal matéria e anti-matéria, surgiu de uma expansão (que originou Espaço e Tempo) e continua se expandindo.

O todo possui cada vez menos energia útil; reunindo isto à expansão infinda, o número de combinações entre as partículas que compõem este todo tende a zero.

Logo, haverá tempo em que as partículas estarão todas distantes umas das outras e não haverão mais combinações possíveis.

Como tal universo está em expansão, a tendência é que nunca mais partícula alguma se encontre com outra do mesmo universo para formar algo diferente da "partícula essencial".

Por fim, caímos em algumas alternativas:

1) O universo é algo como o coração - que “contrai e dilata” - e voltará ao todo inicial, podendo dar início aos mesmos fenômenos (se puder se contrair ao máximo como antes, e antes, e antes... ad infinitum e ad aeternum, formando uma só massa), o que colocaria o universo como causa incausada e a “causalidade” (e tudo que ela comporta) como imutável e necessária; ou teríamos fenômenos completamente diversos, o que destruiria todo o suposto conhecimento atual das “Leis Físicas”.

2) O universo continuará sua expansão, podendo não ter mais nenhum fenômeno diverso do movimento e da existência por si (o que constituiria a total falta de teleologia da matéria); ou o que restou dele poderia encontrar-se com outros possíveis “universos no caminho” e formular novas “leis químicas” nestes universos, podendo gerar uma miríade de possibilidades ainda não existentes.

Por fim, se algumas das crenças da maioria da comunidade científica atual forem falhas, esqueçam tudo isto.

7 voz(es):

C.Y. disse...

Acredita-se que esse universo segue expandindo-se em velocidade decrescente, o que 'tende' a corroborar a primeira possibilidade..

Thiago Miotto disse...

Se não existisse mais expansão (ou seja, movimento), o todo chegaria a zero absoluto, salvo se um outro universo pudesse interagir com este, como as ainda obscuras partículas virtuais parecem fazer estando n'outro e neste universo, ou supondo um universo também em expansão que chegasse a encontrar com algo que restasse do atual.

PandoraPhiv disse...

Um brinde aos estúpidos e necessários ditames científicos. Humm, só não estava comentando muito ultimamente porque tenho usado menos o PC. Mas o seu blog é o melhor, Thiago! ;)

C.Y. disse...

Sendo decrescente a velocidade de expansão o movimento atingiria o zero absoluto, sim. No entanto, cogita-se a "inversão" desse movimento pela atração gravitacional nas partículas que ficaram para "trás".. rs. Isso excetuando-se, claro, a existência de outros universos, outros tipos de partículas, outras forças atuantes, outras leis, enfim, outras quaisquer coisas inconcebíveis pela parca consciência humana..

Sarah disse...

Acho q uma hipótese não exclui a outra. Muito bonita a visão do universo pulsante... acredito que somos assim, "pulsantes", já q nada somos além de partículas de universo.

Mas tb tenho minha hipótese! XD
E se nosso planeta fosse um elétron de um átomo de um objeto inserido em outro universo? É fantástico pensar em como seríamos esmagadoramente nada...

;)

C.Y. disse...

Fiquei pensando, Sarah, que mundo seria o elétron de um objeto do nosso planeta.. Seus seres, sua paisagem.. o nanopôr-do-sol.. rsrsrs

Ultratrituradouramente nada.. rs

T. disse...

Só eu aqui penso no infinitamente pequeno e no infinitamente grande?