Se estou triste? Não. O que sinto está além das palavras.

O bafômetro acusou mais de 0,2

Esôfago sôfrego e seco
Carniçal dos restos de minh’alma
Lâmina arrastando nas entranhas do meu peito
Ond’e’stará meu leito leito leito???

Me arrasto, ébrio, sobre dois abismos,
Sem enxergar fim à frente...
Me arrasto, ébrio, sobre dois abismos,
Sem enxergar fim à frente...
Me arrasto, ébrio, sobre dois abismos,
Sem enxergar fim à frente...

- Desista, amigo, desista... a Paz reside em mim – sussurra o Abismo número 1.3.

- Compre já seu suicídio! Por apenas alguns ossos quebrados, você pode ter paz! – grita o abismo 2.0, financiador-financiado.

- Chega, chega! Não ouvirei vocês, prefiro ir comer churros com meus cachorros! Esperem só eu encontrar o final deste...

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

- Jajaja! Este nunca mais poderá dirigir, e olha que nem perdeu a carteira de motorista!

- Não sabia que você, além de abismo financiador-financiado, veio da Espanha.

Moral da história: abismos não possuem moral, sequer história.
(...)o Sentimento do Mundo
Grita!

Em todas as línguas
Em todas as cores

Em todos os cantos
Recantos
E amores...

Em todas as notas
Em toda gente
Em todas as rotas
Em toda semente...

Nos animais
Nos deuses
Nos castiçais...

Em todas as rosas
Mortas
Em todos os prantos...

Em todas as rosas
Vivas
Em todos os Santos...

Ah! Vida, precisará de quantos ais?!
Quando à Dor, enfim, dirá “jamais!”?!

O Sentimento do Mundo...
Grita!,

Qual em mim...
Sempre
E sempre
Sempre
Sem fim...

No ventre
No peito
No leito
E no luto...

O Sentimento do Mundo não descansa

Grita!
Grita!
Grita!
Grita!

O Sentimento do Mundo não se cansa
E grita
- por toda parte -
O (próprio) Sentimento do Mundo(...)
Que é do cantor sem sua voz?
Os ouvidos do mundo já não bastam para compreender a língua que falo, sequer suportar meu grito derradeiro.

Na minha religião, a Igreja Universal da Arte para Todos, há uma única máxima a ser seguida:

Fora da criação não há salvação.


...e muitas vezes nem mesmo nela. (mensagem subliminar contida no Livro Sagrado)

Na “Nova Música”, o primeiro passo para se separar música de não-música consiste no seguinte:

Na música podemos abdicar de nosso sentido da visão e da memória de imagens sem comprometermos a intenção do compositor, isto é, sem que esta possa exercer uma função social e psicológica delimitada. Música seria, antes de tudo, pertencente ao campo da Arte (inútil ao social), não da cultura (útil ao social).

Se privamos uma não-música do sentido da visão e da memória de imagens, ela deixa de possuir função social, isto é, deixa de possuir qualquer valor enquanto cultura.

Dificilmente uma não-música poderá ocupar o posto de Arte, salvo se for re-significada em algum tempo posterior.

A informação (da Física), por ser pura possibilidade auto-atualizada, não conhece Tempo nem Espaço.

Agora, o que faz com que a informação exista? Bem, desconfio que exista uma informação que possa responder a questão no momento, mas como não se pode reunir tudo o que a forma (pois ela cria outras, que criam outras, que criam outras... a todo instante), acho que é melhor eu ir tomar um café e esquecer tudo isso.
(Uni)(Verso)
(...)
A Luz é sempre Luz, esteja’onde’steja
É Onda - É Partícula
Matéria e Etérea

Em si própria brilha
E no’infindo trilho
Empresta seu brilho
Milha por milha...

(...)

Sem Luz, vos digo, não há

Calor
Perfume
Nem Cor

Nem Som
Nem Tato
E nem Dor

Visto que
Sem seu pulso
Nada pode pulsar

Sem Luz, vos digo, não há

(...)

Disse-me a Beleza
- Sua filha mais velha -
Que’spelha-se n'Ela
Para brilhar...

Disse-me a Vida
- a ingênua garota –
Que, como Ela, brota
Para criar...

(...)

Da Luz perguntei ao Universo
E Ele me disse:
“Sou filho da Luz”.

Corri para ter com a Luz
E Ela me disse:
“Sou filha de um Verso”.

O que, enfim, no Verso pude ler?
Acreditando ou não no que lhe digo,
Prefiro deixar você buscar
A resposta nas Portas do Infinito
Se, é claro, pudé-las alcançar,
Se o Verso puder, por fim, trazer.
(...)
(Uni)(Verso)
Deixo abaixo um de meus antigos poemas simbolistas (se é que devemos classificar qualquer coisa que seja), fruto de um êxtase indescritível que tomou conta de mim anos atrás, sem motivo aparente. Quando a sensação terminou, preferi não dar continuidade, e assim ele ficou sem final - como tudo que é Infinito -.
(...)
O nome é uma homenagem à gigantesca sensação vinda aparentemente do que eu preferi chamar "canção luminosa" que tomava conta de todo o meu ser naqueles curtos instantes (que pareceram uma eternidade).
(...)
Peço desculpas por sair um pouco da proposta do blog - que é escrever tudo de momento, sem muito pensar, aqui, na frente da tosca tela de um computador - e aproveito para finalmente mostrar este poema (?) ao meu irmão-de-alma, Henrique Tonin.
(...)
(...)
(...)
Canção da Luz

Belíssimas estrelas sacrossantas...
Antigas, imortais e gigantescas!
Puríssimas canções de velhas Santas,
Das purezas de todas as purezas!

Seres maravilhosos, luzes próprias,
Mártires universais, forças eternas,
Anjos das imortais, Supremas Glórias,
Das mais grandiosas luzes internas!...

Gigantescos clarões, Luzes Divinas,
Imensidades das Imensidades!...
Mantras, meditações, sons de ocarinas,
Canções de radiantes claridades!

Misteriosas... Pulsantes colorações!
Violetas, dedirróseas, azuladas,
Nascem a emergir das vibrações,
Do calor das esferas estreladas!

Tudo, num só compasso resplandesce!
Se une, em um só Ponto a Brilhar!
E toda esta Luz cresce, e cresce!...
Vai Todo Universo Iluminar!(...)
Nunca vi pessoa no motel que fosse preocupada com o meio ambiente.

Quando estou tendo orgasmos múltiplos - sim, homens também podem gozar várias vezes em seguida, apesar do fenômeno ser um pouco mais raro -, sempre me pergunto: por que, quando fazemos sexo/love/amor/ensaio-para-se-ter-filhotes-ou-não, esquecemos do "politicamente correto", do desperdício de água e energia elétrica e (pasme!) do destino da humanidade?

Acho que vou escrever um poeminha tosco naquelas portas que muitas pessoas-felizes rabiscam:

Cidadão que é cidadão
deve ser cidadão
mesmo com tesão.


Já vi gente parar de comer carne por causa do aquecimento global, mas nunca vi ninguém parar de fazer sexo.

Ora, ora... cansei, minha revolta contra os não-ambientalistas-de-motel já não possui limites, não vou mais falar a respeito. Em resumo, em suma, sem mais delongas: respeite o tesão das futuras gerações, faça sexo no frio.

Sem mais para o momento,

Thiago Miotto

*Thiago Miotto é ambientalista pela Universidade Federal das Repúblicas da Hermenêutica do Vaso Florido, anti-ambientalista pela Universidade Federal do Blá-Blá-Blá, anti-anti-ambientalista pela Universidade Federal do criador do Bozo (que, diga-se de passagem, morreu no dia 03/07/2008), anti-anti-anti... e assim por diante.

Colagem (mal feita) de Tônicas 1:

A enchente do Rio Amarelo de 1931 Eu tô feliz é considerada o desastre Eu tô alto astral natural mais mortal da história Estima-se Tô sorrindo à toa que o número de pessoas mortas Curtindo numa boa esteja entre um milhão e quatro milhões de vítimas As mortes causadas pela enchente incluem afogamentos Vou liberar geral doenças fome e seca E tira o pé do chão Entre julho e novembro Oleleô cerca de 88.000 quilômetros quadrados E bata com a a mão ficaram completamente Oleleá inundados enquanto outros 21.000 Eu quero alegria quilômetros quadrados ficaram parcialmente Quero toda a energia inundados Devido aos freqüentes desastres Quero ver você cantar que causa o rio é freqüentemente chamado de “A Dor da China”.

Autores: Natureza, Xuxa.

Breve Auto-Biografia da Vida Universal


No início, era o corpo.

E o tempo

- O Relativo Implacável -

Tratou de me mostrar

A mim.


Eu,

- Ilusão do estável -

Por fim me tornei

Minha própria Mãe,

Caos.


- Morto -

A Verdade se revelou.

Sua face?

Todas.

Nenhuma.

Contagem para o fim da espécie:

(coloque tua estimativa aqui)