Sem Google a internet seria um erro. (Nietzsche)

Depois do ateísmo (forte e fraco), agnosticismo, teísmo, deísmo, politeísmo, panteísmo, ismo-ismo-ismo, a palavra deus se encaixa em qualquer coisa e em coisa alguma. Mataram a frônese por alguns trocados e, na maioria das vezes, um placebo psicológico.

Eu, se fosse um deus, daria uma devolutiva ao senador Ernie Chambers e processaria os homens por uso indevido de imagem.

Ops... me esqueci, Ernie Chambers é monoteísta. Afinal, do que estamos falando?

Pior do que arrastar-se pela existência é arrastar-se pela existência sem conseguir dormir. Para o desgosto e para a fadiga não existem limites. A insônia só pode ser um castigo dos deuses.
A liberdade máxima chama-se morte, o mesmo para a prisão.
É curioso como corpo e pensamento trabalham às avessas em alguns pontos. Enquanto o exercitar do corpo tende a torná-lo mais equilibrado, o exercitar do pensamento tende ao caos auto-atualizado.
Nossa respiração, nossos batimentos cardíacos, nosso sono, tudo no corpo nos força a prosseguirmos vivos. As palavras do homem que diz preferir a morte ante a existência são refutadas sem necessidade de argumentos, são refutadas por sua própria respiração.
O Homem é o bicho mais preso e liberto do planeta. Não é por acaso que somos os inventores da jaula e do telescópio, talvez até da Música e da Matemática.
As obras mais interessantes, a meu ver, são, não por mero acaso, as que surgiram ou se colocaram o mais distante possível dos processos civilizatórios.
Atualmente existem três tipos de artistas:

O que engana, sabendo que está enganando.
O que engana por desconhecimento, inconscientemente.
O que produz algo verdadeiro, mas, por este motivo, (quase) finda com sua saúde.
As trocas e conexões entre consciência, inconsciência e realidade podem ser vistas como uma fractal a partir de um observador: finito tendendo ao infinito e vice-versa. O místico, experenciando tal percepção com mais força que o humano geral, nada mais é do que alguém que se entrega a ela sem grandes contestações. O cético, experenciando tal percepção com tanta força quanto o místico, nada mais é do que alguém que a enxerga, mas, insatisfeito, a nega.
Gosto da Terra por tudo o de pior que ela me causou. Se eu pudesse trocar a Terra pelo Paraíso, eu optaria por me manter aqui. Amo a miséria e este planeta como poucos.
A palavra jamais deveria ter sido inventada ou descoberta.

Aos escritores e poetas de plantão que pensam que a palavra enriquece nossas vidas, eu recomendo que prestem atenção ao que fala Alberto Caeiro. Frente a Caeiro, Fernando Pessoa deve ter pensado muito em rasgar tudo o que havia escrito antes ou, quiçá, na possibilidade do suicídio.

Quanto mais entendemos da História da Arte, mais vemos o quão impossível é criar uma obra genuína na atualidade. É ridículo qualquer esforço grandioso quando tudo o que fazemos é fundir tendências, descobrimentos e invenções do passado.

Para dar um exemplo, é possível contar nos dedos quantas mentes no mundo atual produzem algo na música que realmente vai além do que já foi proposto. O mesmo deve ser válido para pintura, poesia, dança, teatro, cinema, entre outros. No entanto, encontramos supostos "inovadores" a cada esquina.

Alguns me dizem que devemos utilizar as mesmas técnicas propostas anteriormente para versar a respeito do social. Ora, o social está aí aos olhos de todos, existem inúmeras teorias que dão uma visualização a respeito dele e ninguém até agora conseguiu mudar mais do que uma ínfima parte, mesmo com a maior consciência e engajamento do mundo.

Alguns dizem que nos resta maximizar e fundir as mesmas técnicas e propostas anteriores para flertar com novas imagens e possibilidades. Pois bem, o Universo, quando choca galáxias inteiras, faz isso todos os dias em proporções muito maiores.

Outros colocam a discussão do conceito e a arte conceitual como última saída para chocar a visão alheia no mundo contemporâneo. A Filosofia também está repleta de conceitos empilhados em livros que somente pessoas ociosas apreciam e versam a respeito.

Talvez a Arte não passe de uma ilusão derradeira que se adapte ao olhar do observador (sempre limitado). Tal como a fractal, na Arte, se buscarmos nos aprofundar em um mísero ponto, veremos que não há fim, mas o observador-comum verá uma imagem limitada caso se detenha naquele ponto, podendo iludir-se pensando que ali está uma imagem delineada, estática, algo pelo qual vale a pena esforçar-se para produzir ou mesmo contemplar com mais sensibilidade.

Obs.: o vídeo que você pode visualizar clicando aqui consiste em dar zoom em um mísero ponto de uma imagem denominada "Fractal de Mandelbrot" - a mesma imagem que consta do início do post, auto-similar em vários pontos, isto é, uma imagem que se encontra novamente dentro de si infinitamente em várias partes -, o vídeo foi gerado durante um ano por três computadores interligados e possui o tamanho do Universo conhecido até o momento.

Alguma semelhança com as pouquíssimas e verdadeiras vanguardas atuais, com a "auto-atualização" de alguns poucos seres humanos ou com alguns processos do Universo é mera coincidência.

Mais uma vez, um brinde às nossas ilusões e aos posts mal escritos!

A felicidade só existe na presença ou na esperança da ilusão.
A vida possui o mesmo valor do acaso, seja ele qual for.

Mesmo com inúmeras evidências em pesquisas apontando a favor da hipótese de que o homem causa mais acidentes no trânsito, ainda assim a mulher é a maior responsável pela causa da maioria deles.

Quando se é homem, hetero e solteiro fica fácil verificar o que digo, principalmente quando você está dirigindo e certas paisagens parecem surgir dos páramos celestes, ou quando alguma garota pára ao lado e pede para que anote seu telefone e ligue mais tarde.

Enfim, mulheres, não adianta, com pesquisas ou não, vocês são as maiores causadoras de acidentes no trânsito.
Talvez eu goste tanto do sexo não somente pelas sensações que ele me causa, mas por ser, somente junto da Música, o único que consegue me privar de meus pensamentos por alguns instantes.

O ideal é a mistura de música e sexo, mas desconfio que tal combinação, feita nas proporções que aprecio, deva ser tão perigosa quanto ser voluntário para fazer teste como homem bomba.

Eu não ousaria ouvir determinadas músicas e gozar ao mesmo tempo. Você ousaria?

Existem dois tipos de sensibilidades opostas que possuem uma vida insuportável em muitos momentos:


O crédulo extremo, por crer e absorver tudo o que se mostra às suas percepções, sem conseguir distanciar-se e fazer comparações com memórias anteriores e sem conseguir visualizar o que se mostra no momento como algo passageiro, sofre, por conseqüência, brutalmente com os ataques do acaso quando este se mostra aversivo.


O cético extremo, por descrer de tudo o que se mostra às suas percepções, fazendo comparações incessantes com tudo o que puder e restando-lhe como certeza apenas sua existência no momento, toma tudo como relativo e passageiro.

O primeiro fica cego pelas sensações, o segundo pelas dúvidas. Ambos, aparentemente opostos, possuem mais em comum do que imaginam.
O mais ínfimo momento do existir de uma única consciência já justificaria a necessidade da existência de todo o Cosmos.
É fácil compreender o motivo da pessoa que se encaixa nos padrões de beleza de uma época geralmente vir acompanhada de uma extrema falta de percepção. É necessária uma extrema solidão para se começar a deixar a percepção do comum.

A beleza de uma pessoa é uma faca de dois gumes - atrai novas companhias, mas repele diversidade e profundidade de perspectivas devido ao ofuscar da visão e do pensamento alheio frente ao brilho (aparentemente eterno) de sua beleza.

Deve ser este o motivo das pessoas em geral só encontrarem alguma sabedoria na velhice ou bem próximas da morte, quando sua aparência ou a dos outros já não fazem tanta diferença.
Ao contrário do que o senso comum pensa a respeito dos escritores, eles não passam de inadaptados para fins práticos no campo do socialmente útil e aceito. Um homem com certo talento, ânimo e boas oportunidades em tais fins, jamais poderia ser sequer um escritor mediano e provavelmente nem sentisse a necessidade de escrever uma linha sequer em vida.

Escrever o que todos já percebem é inútil, escrever de maneira lógica ou técnica pertence ao campo das filosofias e ciências, o que deixa ao inadaptado de nascença somente a saída de torcer a linguagem, retorcendo o inútil, o ínfimo, o surreal, o ilusório, ou não servindo sequer para este ofício do não-ofício, tornando-se, conseqüentemente, mais um enganador de ignorantes.

Valendo 10,00:

Leia o texto atentemente para responder a questão. Escreva uma redação coerente, com letra legível, utilizando a norma culta da língua portuguesa. Ortografia e desempenho sexual serão levados em conta.

A Holanda é a terra da prostituição de vanguarda, pois lá, há muitos anos, as mulheres se oferecem em vitrines e a grande maioria das pessoas acha normalíssimo. No entanto, a Holanda está perdendo seu posto, pois mostra-se retrógrada no quesito de ainda só atender individualmente seus clientes.

A micareta caminha em uma nova proposição de vanguarda - a prostituição coletiva. Em vista das centenas de reais que um adepto da prostituição individual costuma gastar, muitas vezes compensa trocar um serviço a dois por algo mais diversificado; este novo gênero de prostituição, em vista de tal possibilidade, oferece benefícios ao usuário como poder pular atrás de um fundo sonoro (vulgo "música"), roçar o genital em vários genitais desconhecidos e assegurar-se de que lamberá dezenas de línguas sem grande esforço.

O mais curioso (ou não tão curioso assim, posto que a ICAR proibia prostíbulos antigamente, mas tinha alguns particulares para o uso do clero) é que a própria Igreja criou a micareta, o que colabora mais uma vez com a hipótese (?) de que tudo na Igreja vira putaria.

A competição entre a prostituição individual e a prostituição coletiva começa a ficar mais visível, e a dita mais antiga profissão do mundo começa a ter tantos adeptos que as previsões para este mercado são pessimistas para os profissionais, mas otimistas para os que utilizam de tais serviços.

Com a crise da economial mundial, junto da crescente oferta de trabalhadores, o mercado da prostituição sofre uma forte crise e precisa buscar novas fontes de renda.

1) Supondo que amanhã todos nós ficaremos desempregados e não mais existirão vagas em bórdeis e bolsas para investir (salvo nas das profissionais do sexo que já não tiverem sido assaltadas), com base no texto e em vista da crise mundial, o que você propõe para ser o próximo investimento da prostituição de vanguarda?

A homeostase é a maior bênção e maldição que pode existir.
É necessária cautela ao querer estar junto de um homem solitário, principalmente quando ele não parece ver diferença entre estar só ou acompanhado. Homens assim só podem ofertar a própria desilusão, pois, com exceção da própria existência, não possuem mais nada.
A Literatura em muitos momentos flerta com a Religião: ambas falam de muitas coisas incertas e invisíveis como se fossem certas e visíveis, em muitos acontecimentos que não se vive como se fossem acontecimentos cotidianos.

No entanto, enquanto a Religião quer que o Céu e o Inferno se situem o mais distante possível dos olhos e o mais próximo possível de nosso desconhecer, a Literatura torna visíveis os nossos céus e infernos interiores, desmerecendo a necessidade de haver mais gozo ou lamento após a morte.

A Religião se alimenta da Morte, a Literatura se alimenta da Vida.
O Oriente é, apesar de sua riquíssima expressão ontológica, um espaço que grita a realidade em seu sentido ôntico original, como se alguma chama do mistério inicial ainda sobrevivesse intocada.

É isso que percebe o discípulo percussionista quando "toca a montanha" para seu mestre. O percussionista, naquele momento, não é um percussionista, é, antes, a própria montanha se expressando através da música.
Alguns séculos atrás, antes do que chamamos Ocidente ter contato com o "luxo" do Oriente, o luxo não era sinônimo de lixo.
O lirismo da Arte é inútil.
O lirismo é apenas o que consta na superfície, nada é identificável na profundidade.
A Arte fora do lirismo perde o sentido de ser.
Não é necessário (e nem é possível, salvo a partir de muita desonestidade) ao escritor negar a força das palavras. Basta enxergarmos o fato de que, antes da morte ou do suicídio (ou seja, no desaguar da última significação e significância), as pessoas em geral se expressem através das palavras.
Palavras - verdadeiro oxigênio do "ser-no-mundo". Última saída perante o viver.
Palavras - empobrecer d'alma, miséria dispensável.
Não viemos das coisas nem voltaremos a elas, continuamos juntos.
Escrever é afirmar, mesmo que negando.
Sou apenas um parteiro de violência e ignorância, pois ambas são tudo o que trago dentro de mim.
O condomínio fechado me lembra a situação de determinados peixes que, amendrontados pelos predadores, unem-se para dificultar sua captura individual. A diferença é que, no caso de muitos dos que moram nos condomínios luxuosos, são eles os grandes predadores. Assemelham-se a feras feridas, amendrontadas com o poder das presas de pequenas piranhas (que nada mais fazem do que reivindicar seu jantar comido anteriormente pelos mesmos).

O feudalismo está retornando, só mudaram os nomes dos que dominam e dos que são dominados. A violência, por sorte, sempre existirá.
O Deus cristão por muito tempo foi aquilo-que-valida-tudo. O Deus de nosso tempo chama-se Estatística.

Ao contrário do antigo Deus, nosso Deus atual (vejam o paradoxo!) não é causa incausada, mas é tomado como se fosse. Vou elucidar melhor este problema teológico:

Tudo era Nada e do sopro de sabe-se lá surgiu a primeira revelação, nela Deus dizia que:

toda soma de variáveis aleatórias independentes de média finita e variância limitada é aproximadamente Normal, desde que o número de termos da soma seja suficientemente grande

Este Cósmico Segredo, partindo dos confins do Tempo, teve um filho chamado Distribuição de Gauss.

O Homem então, ouvindo o apelo da Distribuição de Gauss, fundou uma religião - seu nome era Ciência.

O Apóstolo Thiago, revoltado com toda aquela mentira de causa-incausada-não-incausada-que-dizia-não-ter-validade-universal-mas-agia-como-se-tivesse, resolveu parar de escrever.

Mandamento sagrado:

Pare de perder seu tempo lendo coisas inúteis e vá fazer sexo.

Referências:

Livro Sagrado, post 240 e alguma coisa, Atonalismo, versículo 3.1415926535(...), apóstolo Thiago Miotto

Título:

(...)

Esfregando a cabeça nas vidraças

Berrava, tresloucado, sem parar.

Roçava nele o sêmen das desgraças,

A dor que não tem cura nem tem par.

(...)

Thiago Miotto, heterônimo de Thiago Miotto

.

.

Uma repentina escuridão abraçou cada centímetro do local. Mesmo com os olhos bem abertos, ele não enxergava sequer um palmo a sua frente. Pelo menos naquele momento, imóvel, não encontrava uma forma de desvencilhar-se daquela escuridão... (é duro quando os olhos demoram para se acostumar com a nova luminosidade)

Um cheiro forte cortava-lhe as narinas e a a água batia com força em seu corpo... (água batendo na bunda é um problema, principalmente quando o cheiro de urina é forte)

Aos poucos uma face parecia surgir a sua frente, era como se seu próprio rosto - agora escuro e com poucos traços visíveis - o observasse... (se ao menos ele tivesse guardado uma vela no armarinho do espelho).

Um cheiro ainda mais forte começou a impregnar o ambiente... O homem, aparentemente só, tatetou ao redor, a fim de encontrar algo que pudesse ajudá-lo a livrar-se daquilo tudo.

Nada encontrou.

Após alguns minutos, já desesperado e suando frio, alguns ruídos começaram a soar muito próximos... Parecia que, em meio àquela escuridão, algo estava sendo amassado e rasgado com força...

Finalmente seus pensamentos encontravam algo que servia de papel higiênico. Na falta dele, foram as páginas daquele poema. Limpou a bunda e foi procurar uma vela.

- Maldita luz que acaba na hora que mais se precisa dela!

Certa vez um antigo teórico da choldraboldra, em um espaço em que impera a mesma, disse: Ao contrário do que dizem, a Morte é o topo da cadeia alimentar.

Hoje, por uma diferença de pequenos instantes, quase que o topo da cadeia alimentar pega o antigo teórico da choldraboldra e o torna farinha de trigo especial Nita, o nome da qualidade.

Da próxima vez, oh, Morte, me diga antes se há ou não pagode post mortem, pois só assim poderei morrer em paz.
Só Jesus e o seu dinheiro salva(m). (pregadores em geral)
Tomando como base a vida na Terra, dado o gigantesco horror que uma mera consciência limitada nos mostra neste mundo (que é ínfimo perante o Universo), como seria possuir uma consciência que pudesse abranger todo o sofrimento que ocorre no cosmos?

Uma pergunta assim, sem necessidade de qualquer argumento ateísta, coloca o Deus onisciente numa posição de tresloucado, sádico, ou, quem sabe, suicida.
Se eu fosse onipotente e onisciente, creio que pediria para não ser nenhum dos dois.
A priori não gosto muito de escrever (...) a posteriori esqueci de ir ao meu próprio casamento, mas isso não significa que goste muito de escrever.

A priori estudei Estética, Lógica, Metafísica... a posteriori resolvi complicá-las um pouco.

A priori estava preso no dogmatismo, mas a posteriori David Hume me despertou do sonho dogmático. Passo todos os dias em uma rua, quase que na hora exata (e só não passo na hora exata por não terem inventado algo que possa carregar no bolso e medir os milésimos).

A vida é assim. Podemos olhar para um jardim e quase descobrir todas as leis que movem o mundo. Acho que Newton está correto.

Devo mudar meu penteado, daqui alguns séculos ele parecerá retrógrado e as pessoas (só por isso, é claro!) acharão que eu, assim como Newton, não comia ninguém.

Às vezes penso que devo parar de escrever e ir copular um pouco com fins reprodutivos, do contrário estarei indo contra meu imperativo categórico.

Não gosto de escrever. Escrever é algo que me enoja, por este motivo sou breve em meus escritos. Escrever muito é coisa de filósofo ocioso que dá aulas para pessoas ligadas à Igreja, ou seja, escrever muito é coisa de filósofo ocioso que dá aulas para formar outros ociosos.

Nem a priori nem a posteriori saí de minha cidade, mas influenciei muitas pessoas e acontecimentos no planeta Terra. Sabia que já escreveram várias teses em relação aos meus escritos? Nenhuma delas, é claro, sequer chegou ao tamanho do primeiro capítulo do maior dos livros que escrevi.

Não gosto muito de escrever pois acho que, tomando o ato de escrever como uma lei universal, tudo entrará em colapso

As pessoas deveriam saber o momento de parerem de escrever. Inclusive preciso me lembrar de abrir um sub-tópico chamado Do Escrever e apontar inúmeros argumentos que parecem irrefutáveis, mas que se mostram fracos quando não temos nada para fazer e ficamos pensando o dia inteiro, escrevendo livros gigantescos e esquecendo nosso próprio casamento.

Bem, como eu ia dizendo, não gosto de escrever muito, mas a priori escrever é um ato, isto é(...)


(autor desconhecido, mas desconfio que Kant seja o autor)
Deveríamos ter nos calado desde o momento em que o velho bigodudo afirmou que toda palavra é um preconceito.

- Ora, mas não foi um preconceito da parte dele proferir tais palavras?

- É verdade. Bem, então pode continuar falando da luta de classes...

- Ah! Te falei que comprei aquele tênis?!

- Não. Ah!, também esqueci de lhe contar que virei vegetariano(...)

(continua)

Versos brancos

a Thiago Miotto
Versos brancos
Versos brancos
Versos brancos
Versos brancos
Versos brancos
Versos brancos
Versos brancos
Versos brancos
Versos brancos
Versos brancos
Versos brancos
Versos brancos
Versos brancos
Versos brancos
(Thiago Miotto - 21/10/2008 d.C. (?), às 11:55, Ribeirão Preto)
As neurociências no Brasil eram uma piada de péssimo gosto e, ao contrário do que admitem, continuam sendo.
Ao contrário do "pensador" que - buscando a razão - nega a si até desconhecer-se, a dignidade do "louco" consiste exatamente em admitir e afirmar o que sente.

O manicômio está, assim como o mundo que o cerca, repleto de homens que pensam ter hipóteses e teorias com base em inúmeras evidências.

Qual a diferença entre a pessoa considerada sã e a considerada louca? Nada mais que o nível de crença em suas próprias verdades.

Todos vivemos em um mundo de ilusões e dele não sairemos com vida.
A Arte é o possível do impossível... e muito mais.
A luz rompe a escuridão sem se importar com os olhos.
Cansado de olhar ao meu redor, sonho que vivo junto das estrelas...
Quando se é Van Gogh, o que fazer em um mundo em que só se enxerga preto e branco?
Não existe nenhuma teoria ou prática humana que não seja reducionista. Ser humano é ser reducionista. Ser é estar reduzido, pois estar vivo é estar reduzido.
Às vezes passo dias pensando que, além de morrer, não me resta mais nada a fazer neste mundo.
O trabalho nos priva da dignidade do ócio.
No Brasil, o homem inconsciente morre de fome e o consciente de desgosto.

Existe ainda um terceiro tipo: o que rouba e pouco se importa.
O condomínio fechado geralmente carrega junto de si uma informação curiosa: o bandido (rico) teme ser roubado pelo bandido (pobre).
Passei uma navalha na Navalha de Occam.

O que me restou? Tudo o que conseguir imaginar.
Devemos desconfiar de palavras que se iniciam com letras maiúsculas. As palavras se iniciam? Senhor Deus, conceda-me vossa Graça, mesmo que nada na Santa Igreja seja "de graça".

Devemos desconfiar de pessoas que colocam letras maiúsculas em outras partes da palavra. Em geral não sabem o que estão falando. NaUm eh MeSmU MiGuX????

Devemos desconfiar daqueles que desejam que Jesus não esqueça o Salmo 91. Afinal, do que estou falando?

Devemos desconfiar daqueles que pregam a desconfiança e colocam mensagens subliminares em postagens ridículas.

Confie em mim e encontrarás a SalvassauM (sic) (é preciso falar e escrever errado para "falar a língua do povo") na casa do Senhor Jesus. Vai passando a grana, mermão.
No Universo, Via Láctea, Sistema Solar, planeta Terra, América do Sul, Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto, Centro, Rua Amador Bueno, dia 17 de Outubro de 2008 d.C. (?), às 09:30, horário de Brasília:

O relativismo é dogmático, o dogma é relativo e pode ser repensado. Mentira, eis tudo que temos.

Obs.: não se iludam pensando que existe Espaço, Tempo e temporalidade. Cuidado com os manuais de Lógica, principalmente se versarem a respeito de Aristóteles. A Geografia é uma imbecilidade criada para justificar ideologias imbecis.
O artista forte, no Século XXI, possui algumas alternativas:

1) Lapidar ruínas.
2) Demolir o que resta das ruínas.
3) Lapidar ruínas demolidas mais de uma vez.
4) Demolir ruínas lapidadas.
5) Constatar que não há nada novo a ser feito e cometer suicídio.
6) Constatar que nada ainda foi feito e que a Arte em suas mais diversas facetas deu somente o primeiro passo.
7) Tornar-se ruínas.
8) Mencionar que odeia coisas numeradas e palavras repetidas.
9) Escrever coisas sem sentido (como todas as outras já escritas, diga-se de passagem).
10) Ser auto-irônico e fazer proposições ridículas e que pouco dizem.
11) Numerar.
2) Errar a ordem (?) dos números propositalmente.
5) Jamais corrigir erros gramaticais e dizer que isso é inovador.
3) Falar mais de uma vez que ainda há alguma inovação a ser proposta.
6) Parar com toda essa bobagem e ir dançar o tchan na esquina mais próxima.
A Arte é o que não é, colocada como aquilo que é.
As músicas surgem através do movimento, mas a Música não é movimento.

Enquanto houver movimento, existirão músicas.

Logo, enquanto existir existir, existirão uma ou mais músicas.

No entanto, o que é a Música?
A Arte é a permanência inserida na mudança e ou a mudança inserida na permanência.
O sexo e as religiões em geral possuem um ponto de concordância: em ambas sempre alguém é fodido.
Prenda um gavião pelas patas e conhecerá o real poder de suas asas.

Uni-versos Platônicos

Tu, que meus olhos banhas de fulgor
Em meio a tuas lágrimas e versos,
Deves desconhecer a minha dor
Tropeçante em teus passos tão incertos...

Por que te pões tão fraca e combalida?,
- Trazendo em ti tal vida e tal beleza -
Por que deixas que beijem-lhe a ferida,
Quando lhe ofertam flores de estranheza?

Se por ti clamo, preso, aqui, distante,
E por mim clamas, presa no teu lar,
Deixas que a algema quebre neste instante
E que possamos ser num só lugar.

Não sei que sou (mais doido ou mais amante)
Por - tão distante assim! - inda lhe amar...
Irmão, você sabe para que Deus lhe deu os braços e as mãos?!

- Não, pastor, me diga...

- Para que você possa trabalhar e, trabalhando, ter dignidade perante o Pai, pagar o dízimo em dia, merecer o Reino dos Céus!

- Pastor, você sabe para que Deus nos deu os olhos, as pernas e os pés?

- Diga-me, irmão!

- Para que, ao avistar uma igreja ou um pastor, se passe bem longe.
Padrões neurológicos, matemáticos e culturais, facilidade de apreensão e movimentos de (dis)solução, eis as chaves em que gravita toda a Estética.
Quem diz que a maioria dos seres humanos não milita em prol de coisa alguma está profundamente cego ou enganado. A maioria avassaladora dos seres humanos em quaisquer épocas militaram a favor de um nome e ideal: em torno de seu nome de batismo, em torno do ideal de sua sobrevivência.
A música é a única capaz de parar o mais brutal dos seres humanos e calar o mais convencido de todos os pensadores.
Boa música é aquela que, ao terminar, não dá chances para que outra tome seu lugar. Após uma música verdadeira, tudo que resta é silêncio e a presença implacável do Infinito.