Se o branco é a união de todas as cores
e se podemos visualizar quaisquer símbolos e imagens com as mais diversas construções de significados (a "língua" pela qual você lê no momento, por exemplo),
podemos pensar que, se retirarmos algumas cores de um fundo branco,
ou seja, de algo com todas e quaisquer mensagens visuais intrínsecas,
poderemos gerar quaisquer imagens ou mensagens possíveis.
Alguns instantes atrás, mesmo que não saiba, você visualizava muito mais do que o que vê agora, pois o que vê agora não passa de uma única possibilidade. Volte para o branco e imagine qualquer coisa, ou mesmo coisa alguma (se for capaz).
É estranho saber que tudo é gerado a partir da possibilidade de existência de um único número que comporta e ultrapassa todos os outros.
Projetos em parceria:
Aqueles que temem o escuro e ou o silêncio demonstram claramente que temem o acaso e a liberdade (de pensamento e imaginação).
No escuro e no silêncio tudo parece uma grande novidade, uma realidade que se mostra de maneira abrupta.
Antagonismo (in)explorado
Somente
No escuro e no silêncio reside o inexplorado
No escuro e no silêncio reside o inacabado
No escuro e no silêncio reside o (in)existente
Na
(in)dependência
Da
Imagem-em-ação.
Só imaginação
(...)
Só-mente
No escuro e no silêncio reside o inexplorado
No escuro e no silêncio reside o inacabado
No escuro e no silêncio reside o (in)existente
Na
(in)dependência
Da
Imagem-em-ação.
Só imaginação
(...)
Só-mente
À árvore basta conviver com e pelo acaso.
*Do livro de auto-(des)ajuda: Existencialismo Ateu das Árvores. Autor: Thiago Miotto.
As obras guardadas sem cuidado por muito tempo voltam-se contra seu criador: antes havia uma adega repleta do mais saboroso vinho, hoje o que resta é um oceano de vinagre.
O homem ora para que a Natureza não o avassale com "desastres naturais". É necessário levar em conta que mesmo a enchente do Rio Amarelo de 1931, que estima-se que matou de 1 a 4 milhões de pessoas e foi considerada por alguns como o que já houve de mais mortal nos desastres naturais, não se compara ao número de mortes das guerras que criamos visando os mais ridículos objetivos.
Penso que o homem deveria orar pedindo para cobiçar menos e respeitar mais, ou talvez orar para começar a cogitar a finitude enquanto indivíduo e espécie, a fim de não perder tempo com feitos medíocres, ou ainda orar para deixar de acreditar no "poder da oração", a fim de levantar a bunda do lugar e ir atrás de fazer o que deve ser feito.
Por fim, eu, que já ia me esquecendo do egoísmo e da ganância dos crédulos em geral, talvez deva orar para refrescar minha memória.
Penso que o homem deveria orar pedindo para cobiçar menos e respeitar mais, ou talvez orar para começar a cogitar a finitude enquanto indivíduo e espécie, a fim de não perder tempo com feitos medíocres, ou ainda orar para deixar de acreditar no "poder da oração", a fim de levantar a bunda do lugar e ir atrás de fazer o que deve ser feito.
Por fim, eu, que já ia me esquecendo do egoísmo e da ganância dos crédulos em geral, talvez deva orar para refrescar minha memória.
Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. É uma pena que a grande maioria das pessoas acredite que, através das palavras, duas percepções possam. A invenção da civilização surge neste ponto.
Compartilhar nos força a tendermos ao centro, nos força à mediocridade. Levando em conta que toda soma de variáveis aleatórias independentes de média finita e variância limitada é aproximadamente Normal, desde que o número de termos da soma seja suficientemente grande, é necessário que, desejosos de auto-conhecimento, além de buscarmos o máximo isolamento impressivo e expressivo, desconfiemos das variáveis vistas com bons olhos.
O eu só pode ser chamado de eu em tal condição. Nos pontos extremos da curva nossas expressões, mesmo que ininteligíveis, finalmente transcendem quaisquer julgamentos e valores baseados no capital ou na percepção geral.
Um lingüista geralmente se sai melhor do que um gramático como escritor e poeta por ter como foco interpretações e não convenções, algo que o torna um poliglota dentro de uma única língua.
Um homem que queira falar a um grande número de pessoas e ser compreendido deve necessariamente possuir pouca percepção a mais que a platéia geral. Àquele que chegou muito longe o mero rebaixar-se nunca bastará, será necessário mentir para si.
Aquele que quer manter as mesmas amizades indefinidamente deve não se importar com a mentira e a prisão. É, com toda certeza, pessoa pouco confiável.
Buscar tudo, nada encontrar; provar inúmeras desgraças ciente que outras virão e que não existem limites para o sofrimento; prosseguir. Haverá loucura maior do que a de alguém que assim existe?
O homem que possa ser descrito não passa de um tolo. O homem que não possa ser descrito não passa de um miserável.
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